Um mundo, um sol, uma lua

Era tarde quando viram o bebâdo cair, o avião pousar e… ops!
“Quem começou o conto?” disse o senhor baixo e gordo sentado em uma cadeira pequena no fundo de um grande galpão.
“Fui eu senhor, porque?” disse então um adolescente de altura razoável para sua idade.
“Venha cá”, e quando o rapaz chegou pertou falou-lhe o velho ” e isso é um conto?!”
“Sim”
“Não, um conto não é assim!” disse o velho e continuou “Comece novamente e a deixe te levar.”
O rapaz concordou com a cabeça e voltou ao palco.
“De fato algo estranho acontecia: as estrelas dançavam no espaço e a lua tomava o poder do céu onde horas atrás reinava o sol. Eis aqui na terra um casal em um parque na Grande Goiânia, onde as águas do lago em sua frente reluziam o amor por eles sentido. Era noite, na frente do lago um casal realmente apaixonado voavam, sim voavam, pois se amavam e isso dava a eles uma condição que poucos tinham. A condição de amar, a condição de se fundirem a um.
Não eram mais um casal, eram um ser único, algo que tomava conta do corpo deles e pareciam subir cada vez mais rápido. Queriam reinar, reinar o céu. Aquele corpo único começava a se tornar dois, que se afastavam contra a vontade deles e estavam no espaço: ela em direção à lua e ele em direção ao sol.
Ouviram a voz de algum anjo ou talvez de algum dos astros que os envolviam.
‘Vejo vocês e do passado me lembro: terão momentos que poderão se ver apesar de que os momentos são raros, mas poderão se ver.’
‘Quando?’ gritou a mulher.
‘Quando dois corpos ocuparem um mesmo lugar no espaço estarão os dois deitados no parque em Goiânia de onde foram tirados.’
‘Porque devemos viver tais coisas?’ contra argumentou o homem.
‘Vocês são da nação apaixonada de Iracema e Martim, Peri e Cecí. A nação verde das florestas, amarelada por mim e azul das águas que passam por ali.’ recitou o sol.
‘O vosso amor é igual ao nosso, eterno enquanto dure e que dure para sempre ou até o fim dos tempos assim na terra como no céu.’ Falou a lua.
‘Mas porque devemos pagar por algo se não o controlamos?’ disse o homem.
‘Pagar? Não diria que está pagando e sim que está eternizando o sentimento do amor. E estarão juntos quando o Sol e a Lua no céu estiverem’ disse a Lua.
Houve o final da incorporação dos dois, se tornaram Sol e Lua.
O homem abriu os olhos e viu sua namorada.
‘Você teve o mesmo sonho que eu?’
‘Acredito que sim, porque?’
‘O sol está se pondo é hora de irmos’”
O senhor baixo e gordo falou.
“É hora de irmos? Irmos aonde?”
“Você está louco? Posso começar meu conto?” disse o adolescente não entendo o velho.
“Mas você não concluiu o que estava contando antes.”
“Era tarde quando viram o bebâdo cair, o avião pousar e… ops!” disse o adolescente e seguiu contando o seu conto, assim que terminou saiu sorrindo e no céu a lua de um lado,nascendo, e sol do outro, se pondo.
A sua namorada o esperava na porta em frente ao grande galpão.

Quem sou e o que sou!?

- Zé! Acorda, acorda Zé! – disse Maria.
- O que foi muié? – disse José tirando a mão da mulher de cima de seu ombro.
- Na verdade não foi, ainda vai. Vai logo, Zé, já cantou.
- Aném muié.
A luz não chegava, as vacas no curral estavam, estavam prontas para a ordenha. O banco de só um pé segurava sentado ao peão e o patrão.
Ouvia-se o murgir das vacas que esperavam por seus filhotes e o murgido dos filhotes que esperavam suas mãe, a ordenha os separava, junto com isso havia também cercas e o curral.
Essa era a vida no campo, a bola de fogo começava a trazer a luze o brilho da vida. Tudo se valorizava quando o brilho chegava a represa ao fundo da fazendaem uma grande depressão e à frente do curral dois tipos de plantações a menor de milho que não seria vendido e a maior de cana o que desenvolvia o estado e seria vendido para que fosse mantido o desenvolvimento.
- Tião, já tá acabando? – perguntou Zé que colocava o leite tirado dentro do latão.
- Já to quase terminando Zé. – disse Tião.
- Aí ocê já leva lá que eu vou alimentar os porco e aguar as plantas.
- Certo. – disse Tião.
Assim que Tião terminou, organizou a carroça e pegou o caminho rumo ao leiteiro.
Algo novo surgiu em um sentimento inesperado para Tião.
Ele se sentia como o cavalo que puxava a carroça, porém com mais trabalho do que ele, pois o cavalo tinha a noite livre, podia correr pelos verdejantes campos onde podia descansar.
Era um cavalo que pensava, mas pensava em que?
Não pensava quem pensava por ele era o patrão que dava o dinheiro ao fim do mês e sugeria em que gastar. Ele era pior que um cavalo, pois o cavalo acabava por pensar, tinha liberdade.
Ele tinha uma rotina a seguir, o cavalo não, vivia livre no pasto com um único e simples trabalho puxar a carroça de manhã levando o leite.
Enquanto o trabalhador não, tinha que acordar às 5 horas da manhã, tirar o leite matar um frango ou um porco afim de que almoçassem daí dormia uns 15 minutos ia cortar a cana para vender para as usina e o milho para as vacas.
Chegou deixou o leite e voltou só que havia descoberto no meio do caminho que quem puxara a carroça não era o cavalo, era ele um ser, um simples ser alienado enquanto o cavalo pensava.
Tião quem era Tião, o nome dele era Relâmpago, ou o do cavalo era Relâmpago. Quem carregava quem?
Tião carregava Relâmpago ou Relâmpago carregava Tião?
Ele chegou na fazenda e foi matar um frango.

Noite e o sol não sabe de nada

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Era noite, ou talvez nem fosse isso, o sol ainda aparecia, mas estava mais para um intrometido jogando uma luz vermelha e com pouco calor, que nem ao menos fazia cócegas nos nossos corpos.

Sabe o que eu mais gostava de pensar nessa hora? Tudo bem estou parecendo um idiota. Como alguém vai saber o que eu gosto. Gosto de ver como uma bola que parece tão pequena se vista daqui tem tanto poder.

Uma bola consegue dominar oito planetas, todos em suas órbitas como se fossem submissos a ele. Seria como se um homem dominasse oito mulheres, mas ainda assim tem aqueles que tentam fugir das regras.

Há aqueles planetas que tentam ser fortes também com suas luas, poderiam ser mulheres e seus amantes todos fazendo suas coisas escondidas do seu marido. Somente duas seriam fiéis acho que ao contrário do que pensamos esses dois só são fiéis porque seu marido, o sol, está tão próximo, tão próximo que acabam não podendo fazer nada escondido.

Há também os anões, mil desculpas, há também os novos filhos do sol, que os homens decidem quem são, uhm, voltamos a ficar poderosos perante o grande pai, o sol tem que entender que em terras planetárias a única coisa que ele tem influência é a luz que ele manda para nós. Engraçado é ver que os quatro filhos tentam vigiar suas mães, mas está difícil chegar perto do imponente pai.

Pode se ver que como no islamismo, o Sol, é o marido ideal dando a suas esposas luz de mesma intensidade, mas será que essa luz chega a todas de mesma forma, acho que não porque quanto mais longe do marido pior fica a situação de amantes, sendo os últimos quatro os que mais tem amantes, será que eles revezam amantes? Deixa pra lá isso é só eles que devem saber.

Uhm! Agora só para nós terráqueos que bonita a amante que nós serve, não é? Acho que o sol nem deve imaginar que estamos aproveitando da luz deles e ainda traímos ele com a amante do nosso planeta que só tem coragem de nos iluminar quando ele começa a virar as costas, amante safado.

Todos acharam engraçados, não é? Esse tipo de pergunta eu posso fazer, porque num tem nada haver com alguma coisa minha é só ler e responder, agora o que eu achei engraçado é que no passado a lua era amante do sol, agora o sol está sendo é traído pela lua e a terra.

Nem se isso é verdade, só estou com preguiça de levantar da cama e aí fico sonhando cada coisa, cada coisa idiota, mas eu tenho sorte que alguém ainda me ajuda a sonhar porque nem isso o ser humano tem conseguido mais, o porque, é porque nós deixamos de ver o que é importante para nós, quando não estamos pensando no que é bom para os outros, estamos pensando em quando ganharemos nosso dinheiro, ou quando nossa namorada vai chegar, acho que dá para entender que o problema está em prestarmos atenção em nós mesmos nem que seja em um segundo, um minuto, uma hora, um dia ou um ano.

Viver intensamente sem ter medo de que algo dê errado é o certo desde que esse intenso não estrague a vida dos outros.

Uma resposta to “Contos 1”

  1. laurinha Diz:

    OOO Tiããããõoooooo!! auhsaushush
    aai ai gustavo e seus excessos de criatividade!
    Bjoo ;]

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